12 de set de 2011

LAT - Living Apart Together

LAT - Living Apart Together (Vivendo Juntos Separados)
A expressão é usada para casais que vivem em casas separadas! A tendência ganhou força a partir da década de 90 na Europa, e hoje, na Inglaterra, um em cada 20 casais não divide o mesmo teto.

Como pode ser casado e não viver com seu parceiro?
Isso parece muito complicado!

Mas quem falou que o amor é uma coisa simples?

Essas pessoas chamadas LAT's disseram:

SIM ao compromisso,












SIM ao amor de longa duração,












mas NÃO a viverem juntos.












Os LAT's consideram emocionante a ideia de que eles tenham doi
s espaços próprios em casas diferentes que lhes proporcionem diversas alternativas.
Esse modelo de vida nunca substituíra a tradicional e clássica família, portanto é uma boa opção para os casais que se amam e não conseguem conviverem juntos.




Mas todos são LAT’s por opção? Quem é que faz parte dessa nova tendência?
Infelizmente nem todos são LAT’s por decisão própria, muitos deles, mais comum entre os jovens, veem como um problema temporário, enquanto a sua situação econômica se
estabeleça. Por outro lado, existem outras pessoas que não querem tornar-se LAT, mas a decisão de viver em casas separadas foi tomada apenas por um dos envolvidos. No entanto, a maioria destes são LAT’s por decisão unânime sem mudar no futuro; muitas vezes, por terem tido uma má experiência coabitacional no passado, ou a simples ideia de não partilhar o dia a dia de modo que este não torne o relacionamento em monotonia.


E onde ficam os filhos nesse tipo de relacionamento?
Para os filhos sem sobra de dúvidas o relacionamento entre seus pais é o compromisso de
amor que tem entre eles, e a ideia de não haver coabitação, não afeta o seu crescimento e educação. Assim, os pais são felizes, decorando seu imóvel com o seu próprio gosto, dedicando o tempo para o trabalho ou atividades como do lazer da maneira que desejarem, sem ter que pedir autorização ou pensar sobre o outro, também sem compartilhar problemas do cotidiano ou mudanças de humor que acarretam aos desacordos. Toda a ideia desta nova família digna de um lifestyle, digamos que em termos religiosos e outros pilares haverá uma desconfiguração de família tradicional. Quando as pessoas se divorciam com crianças, assim termina o curso de adultos também em casas separadas e as crianças são forçados a viver em dois lugares em vez de um lugar, porem com uma diferença, de que entre esse casal ainda existe o amor.

Na Inglaterra um casal de peso é adepto a esse tipo de relação, nada mais nada menos que o prefeito e a primeira-dama de Londres: Boris e Marina Josnson vivem em apartamentos separados. Ele vive em um apartamento alugado há poucas quadras da casa dela. Outro famoso casal londrino que vive separado é Tim Burton e Helena Bonham Carter o diretor e a rainha de copas do filme Alice no Pais Das Maravilhas, eles compraram três casas e as interligarão, mas cada um tem o seu próprio lar um para Burton outro para Helena e a terceira casa para os filhos do casal que moram com a baba, segundo a atriz o marido ronca e também sofre de insonia, por isso assiste TV até tarde enquanto ela prefere dormir mais cedo. Surgiu também comentários sobre o casal de atores Brad Pitt e Angelina Jollie, que na enorme mansão em Long Island ele estaria morando na casa principal enquanto Angelina estaria em um dos anexos.

Aqui no Brasil temos alguns conhecidos casais que se destacam nesse tipo de relacionamento. Um casal de atores brasileiros - Mauro Mendonça e Rosa Maria Murtinho, eles são casados há cinquenta anos, porém vivem em casas diferentes, separadas apenas por uma piscina, a cantora Rita Lee e o músico Roberto de Carvalho que estão juntos a mais de trinta anos também não dividem o mesmo teto. Esses casais garantem que morar em casas separadas podem ajudar a manter a chama do amor acessa.

Aparentemente, a razão do grande êxito nesses relacionamentos é viverem em casas separadas, podendo assim compartilharem os seus sentimentos, sem o compromisso de tempo ou espaço, e também sem abrir mão de sua liberdade. Uma interessante opção nos dias atuais, onde cada dia que passa aumenta os adeptos a individualidade e o compromisso acaba se tornando um monstro, que pode comprometer e destruir a alegria e o amor.

Fontes: Rua De Baixo, Gurias De Quinta e Adaptação Básica